Muitas pessoas escovam os dentes ao acordar e após as refeições, fazem uso de enxaguantes bucais e utilizam o fio dental diariamente. Porém, esses cuidados todos não são suficientes para a perfeita saúde bucal. Visitas regulares ao dentista para a realização da limpeza dental devem acontecer pelo menos a cada seis meses para que o seu sorriso se mantenha sempre lindo e saudável!

A limpeza realizada pelo dentista é chamada de profilaxia dentária. Na consulta odontológica de rotina, quase sempre é necessário realizar uma profilaxia para se fazer um exame mais minucioso.

Como é feita a profilaxia (limpeza) no dentista?

A profilaxia é feita com a raspagem, alisamento e polimento dos dentes. Esse procedimento pode ser feito manualmente com instrumentos adequados, mas também pode ser feito utilizando aparelho de ultrassom, jato de bicarbonato ou escovas e borrachas de polimento. O procedimento visa remover manchas, placa bacteriana e tártaro.

Com esse cuidado é possível prevenir doenças das gengivas e também melhorar a aparência dos dentes, deixando-os limpos e brilhantes. Quando as superfícies dos dentes estão polidas é mais difícil o acúmulo de placa, e por consequência a formação de tártaro.

O tártaro e a placa bacteriana são responsáveis por doenças como gengivite, cárie e pelo mau hálito. A limpeza é uma oportunidade de o dentista mostrar ao paciente as áreas onde a higiene está deficiente e também ensinar como usar a escova e o fio dental corretamente.

Se houver sangramento durante a limpeza, não significa que ocorreu um ferimento da gengiva, mas que ela está inflamada (gengivite).

Quais as consequências de uma limpeza dental incorreta?

A gengivite é o primeiro estágio de um problema causado pela má higienização da boca, conhecida como “doença periodontal”. A gengivite consiste na inflamação da gengiva pela ação do biofilme bacteriano sob os dentes e a gengiva. É caracterizada pela vermelhidão na gengiva, inchaço, presença de dor ao toque e sangramento espontâneo. Esta fase da doença ainda é reversível, ou seja, uma boa higienização e a limpeza proporcionada pelo dentista são suficientes para não causar maiores danos às estruturas da boca.

Uma vez que o tártaro não é removido, permanecendo durante meses na boca, a higiene torna-se cada vez mais complicada. Dessa forma, o tártaro se intensifica e se direciona para a raiz do dente, causando destruição do osso, retração da gengiva e, consequentemente, amolecimento e perda dental. Esse estágio da doença é mais crítico porque não há reversão: o osso perdido não pode ser recuperado. Outro grande problema associado à doença periodontal é a bolsa periodontal. A gengiva fica em contato direto com o dente, formando um espaço livre que deveria ser preenchido pelo osso. Nessa espécie de bolsa há o acúmulo de restos de alimentos e proliferação de bactérias, intensificando o problema porque o espaço é restrito para a higienização.

Além da gengivite e perda óssea, a má higiene bucal pode causar cáries, mau hálito e perda de dentes, entre outros problemas.

Para quem é indicada a limpeza dental no dentista?

A limpeza dental está indicada para todos os pacientes de todas as idades. Para as crianças que não têm tártaro dental, pode ser feita a profilaxia com escovinha, pasta profilática e aplicação de flúor para manter os dentes livres da placa dental e de cáries.

Em geral, por melhor que seja sua higiene bucal, é importante um acompanhamento odontológico para detectar a presença de tártaro e cáries. A limpeza dental no dentista deve ser feita com uma frequência de seis meses, nos casos em que há um bom controle de placa dental por parte do paciente. Já nos casos de doença periodontal, o paciente precisa conversar com o dentista para realizar as raspagens do tártaro com uma frequência maior, como a cada três meses, para que o problema se estabilize, sem que haja mais perdas ósseas.

 Dói fazer a limpeza dentária?

A limpeza dentária feita com aparelho de ultrassom calibrado não apresenta dor ou incômodo para o paciente com uma boa saúde bucal. Esse método não agride o esmalte dentário ou a mucosa gengival. Apesar disso, algumas pessoas não têm a mesma experiência. Em alguns casos pode ocorrer algum desconforto, mas apenas nas situações em que o paciente apresente sensibilidade dentária ou gengiva sensível por inflamação ou doença periodontal. Nesses casos, o mais indicado é sim realizar a limpeza, também para eliminar os problemas bucais, e o uso de anestesia nas áreas de maior desconforto ou sensibilidade.

 

E aí? Já está na hora de fazer sua profilaxia periódica?